memórias prétumas de b. faria #01


é uma vez, ouvi da mulher morena:

– já vai lá um ano que nos amamos. é de novo tempo dos caquis.

e no caqui, mesmo, senti sempre uma boabocada de seduções...
na em mim ciência é o mais malemolente das
frutas-com-gosto-de-beijo que há.

antes, mas, os caquis me gostavam entrega...
uma coisa de dar-se inteiro.

e quando do outro lado do mundo, é uma vez, ouvi com olhos molhados,
de quem com olhinhos rasgados, regava também,
a história desse um caquizeiro,

que ali, bem ali,
vivera vidas em que só a morte era.


eram caquis em que só amor...


desde então, sonhava sabermos menos ou nada de bomba atômica.
sonhava deus no peito humano tanto ou quase como nos caquis.

e, quem sabe até, algo de árvore nos nascesse...


entre a vida. e amor-te. 







Um comentário:

  1. se cá quis entrega
    não vai perder seu tempo pensando
    no que fez dos outros fruta podre caindo ao chão
    pensa que se há vida, h’amor

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graças pela partilha!

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