¿pesa?¡dê-lo!

à mariana campos

de perto que habita da flor
obteve cheiro de flor

quis aprender assim leveza
quem sabe fazer-se uma pedra-pétala

mas tinha a sina do pesar
e, por sua causa,

                        as flores não voavam

           ...

aprenderam, dela,
coisas de raiz

e ali, naquela beira de estrada
inspiraram juntas muitas luas; epifanias

dela, o vento soube
que, o pouso, é ainda vôo

e ainda mais:

graças àquela pedra
instantâneas poesias tiveram o aconchego de uma chita colorida
                                                                 para nascerem bem

                                                  ...

mas haveria o dia inevitável
em que uma violência precisa da natureza
                                                       viria

e levaria aquelas flores todas
numa cintura de mulher

nesse dia... essa pedra irá cair.
romper-se inteira.

e, de dentro dela... ... ...                   sairá uma borboleta










essa estória começa entre aqui e poços de caldas, minas... em uma cidadezinha dessas que passam no meio da estrada, ou vice-versa... de lá é que veio a frase 'o pesadelo das pedras perfumadas'... e depois, porque a vida é sincronia mesmo, fazer o quê?!... ainda paramos nesse café... onde havia essa mesa. inspirações grávidas. começava ali o parto. re-partimos. tá lá (http://buhobranca.blogspot.com.br/2012/03/que-perfume.html) e tá aqui! beijo, mari! e evoé, poesia, suas flores e pedras!



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2 comentários:

  1. Olá, poetante. Está sendo muito bom te conhecer.
    Um abraço de cá!

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    Respostas
    1. aline, já querida!

      digo-lhe o mesmo de cá!
      e evoé, partilhas todas... que ainda temos por com-viver!

      Excluir

graças pela partilha!

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